- Alô?
- Oi.
- Senti sua falta.
- Duvido.
- Para. Cê sabe que sim.
- Então por que não ligou?
(…)
- É, já duvidava dessa tua saudade.
- Medo.
- De que?
- De que uma voz diferente da tua atendesse o telefone. Preferi guardar teus alôs todos aqui comigo do que correr o risco de um dia te ligar e um “olá” estragasse tudo.
- Não teria ninguém.
- Quem garante?
- Tem uma coisa que garante.
- Tem?
- Meu amor.
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